Por que não aplicar sozinho para o visto de nômade digital na Espanha
Aplicar para o visto de nômade digital sem assessoria é possível — mas os erros mais comuns custam caro. Entenda o que costuma dar errado e o que está em jogo.

Aplicar para o visto de nômade digital sem contratar assessoria é perfeitamente legal e tecnicamente possível. Toda a documentação exigida é pública, o processo é administrativo e não exige representação por advogado ou despachante. Mas a maioria dos indeferimentos que vemos no mercado vem de aplicações autônomas mal preparadas.
Este artigo não existe para vender um serviço. Existe para deixar claro o que está em jogo quando alguém decide fazer o processo por conta própria.
O que parece simples e não é
- O processo tem uma aparência de checklist: reúne os documentos, traduz, apostila, protocola. Na prática, cada etapa desse checklist tem armadilhas que só ficam visíveis quando o processo volta com indeferimento — ou pior, quando a autoridade pede documentação adicional e o prazo começa a correr.
- O contrato de trabalho ou prestação de serviços: a maioria das pessoas acredita que qualquer contrato serve. Não serve. O documento precisa demonstrar, de forma explícita e no formato certo, que a empresa contratante é estrangeira, que o trabalho é 100% remoto e que o vínculo já existe há pelo menos 3 meses. Contratos vagos ou mal redigidos são rejeitados.
- A comprovação de renda: não é só mostrar extrato bancário. O governo espanhol quer ver a consistência da renda ao longo do tempo, a origem dos valores e a compatibilidade com o requisito mínimo de €2.763 por mês. Renda variável — comum para freelancers e prestadores de serviço — precisa ser apresentada de uma forma específica para ser aceita.
- O apostilamento: os documentos brasileiros precisam ser apostilados de acordo com a Convenção de Haia. A apostila precisa ser do tipo correto e estar nos documentos corretos — não em todos os papéis, não de qualquer forma. A postilas erradas no lugar certo ou ausentes onde deveriam estar causam requerimentos e retrabalho.
O custo do erro
Um indeferimento no visto de nômade digital não é apenas um "não" — é um processo que precisa ser refeito. Isso significa: nova taxa governamental (€89,96), nova documentação, possivelmente nova tradução juramentada, e mais tempo sem a autorização.
Além disso, dependendo de quando o indeferimento ocorre, pode comprometer planos já feitos — contratos de aluguel assinados, passagens compradas, filhos com matrícula escolar esperando.
O que um requerimento do governo significa
O governo pode pedir documentação adicional durante o processo — isso se chama requerimento. O prazo para responder é de 10 dias úteis. Não responder equivale ao arquivamento do processo. Responder errado pode resultar em indeferimento mesmo após o requerimento.
Quem está gerenciando o processo sozinho, sem conhecer a legislação, frequentemente não sabe exatamente o que a autoridade está pedindo — e responde de forma incompleta.
Quando faz sentido tentar sozinho
Faz sentido tentar sozinho se: você tem experiência prévia com processos administrativos espanhóis, lê espanhol com fluência, tem disponibilidade para pesquisar a legislação atualizada (Ley 14/2013 + norma regulamentadora de 2023) e entende exatamente o que cada documento precisa conter.
Para a maioria dos brasileiros sem esse contexto, o custo de um erro supera com folga o custo de uma assessoria.
O que o plano Espanha faz diferente
O Plano Espanha trabalha exclusivamente com processos feitos dentro da Espanha, diretamente junto ao governo espanhol — não pelo consulado. Esse método oferece vantagens concretas: prazo de 20 dias úteis, autorização com validade de até 3 anos e aprovação automática por silêncio administrativo se o prazo vencer sem resposta.
A assessoria cobre desde a análise do perfil até a resolução final — incluindo o acompanhamento de requerimentos quando o governo pede algo adicional. Veja como funciona o serviço completo →
Perguntas frequentes
Posso começar sozinho e contratar assessoria se tiver problema?
Tecnicamente sim, mas não é recomendado. Erros cometidos no início do processo — documentação incompleta, formato errado — são difíceis de corrigir depois. O ideal é que a assessoria entre antes do protocolo, não depois do problema.
Existe material oficial em português sobre o processo?
Não. Toda a documentação oficial do governo espanhol está em espanhol. Há traduções informais e fóruns com experiências de terceiros, mas nada com validade oficial em português.
Qual é a taxa de indeferimento para aplicações autônomas?
Não há estatística pública. O que observamos no mercado é que a maioria dos indeferimentos que chegam para recurso ou reprocessamento são de aplicações autônomas — não por falta de elegibilidade, mas por erros de documentação.
O processo é diferente para autônomo e CLT?
Sim. Cada perfil tem documentação específica. Autônomos precisam demonstrar vínculo comercial ativo com clientes fora da Espanha de uma forma diferente de quem tem contrato CLT. A análise do perfil é a primeira etapa que o Plano Espanha realiza.
Quanto custa uma assessoria para o visto de nômade digital?
O Plano Espanha cobra R$4.000 pelo processo completo do titular, mais R$2.000 por dependente. Antes disso, há uma consulta inicial de R$350 para validar o perfil e definir a estratégia. Saiba mais em nossa página de serviços.
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